Best teddy friend

O dia amanheceu gélido.

Se é que pode-se considerar “amanhecer” após as 14h.

A tarde se arrastou e cada programinha que eu via na televisão, deitada em minha cama sob o edredom, me lembrava você. O jeito que ficávamos enrolados, com as pernas embromadas uma em cima da outra do outro, como um sanduíche, e as mãos dadas com os dedos entrelaçados nos dias gelados. O canto da boa se curva para cima, recordações boas.

Começa o jogo, a lembrança de como se implicavam por o seu time ser melhor que o do outro. O meu sempre será o melhor, independente do resultado.

O sorriso de satisfação.

A noite foi fria. 

Deitada sozinha na minha cama, abraçada ao meu bichinho de pelucia, bate um vazio. Uma lagrima cai pela bochecha rosada e desce em direção à uma garganta que engole em seco. Os óculos embaçam e a memória de sempre dormir com estes e tê-los tirados por você passa pela mente.

Um sorriso começa a se manifestar ao passo que outra lágrima cai, felicidade.

Aperta mais o bichinho.

– S.



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