A confusão se instalou e a certeza sumiu.

Está tudo tão confuso que eu nem sei mais se prefiro quando você me dá atenção ou quando é grosso e me trata com indiferença. Não sei se fala comigo porque quer ou porque se sente na obrigação (se bem que seu jeito não se encaixa na segunda opção). Não sei se deixo você entrar, sentar e se aconchegar ou se nem abro a porta. Entretanto, você já entrou, sentou, se aconchegou e tirou até os sapatos e eu ainda estou com a mão na maçaneta pensando no que fazer: me junto a você ou bato a porta e saio correndo?

Não sei mais o que fazer, o que pensar. E você criou esse hábito esdrúxulo de me confundir. Um dia sinto o cheiro das rosas e no outro me corto com seus espinhos. Dá para resolver? Esse morde e assopra está começando a me cansar.

Sei que você é assim e não faz por mal e até então não me incomodava, pois é, passou a me incomodar, um pouquinho. A verdade é que confusão me incomoda e no momento, você é uma confusão, a confusão. A confusão que não quero deixar ir, mas que também não quero deixar entrar. Ai deus!

You can drive me insane but I can’t stay mad at you for anything.

Não sei nem se fico com raiva ou se largo de mão. Não sei se te quero de perto, se te quero de longe ou se te quero realmente. Quando decido que quero você por perto, meu cérebro grita e pede que fique longe, quando decido que quero você longe, meu emocional se descabela e pede que fique perto. Alguém dentro de mim se decida!

Eu gosto da bagunça que foi criada, que está sendo gerada, mas até então era uma bagunça organizada e eu sabia aonde pisava. Hoje já não sei mais. Não sei onde está aquela maldita linha que não devemos cruzar, mas que volta e meia cruzamos e rimos e voltamos e cruzamos e rimos novamente. Não sei nem se ela existe ou se é mais uma invenção da minha mente desocupada. E é capaz até disso tudo ser apenas invenção da tal mente desocupada. E é bem capaz que seja mesmo.

É tudo tão confuso que nem esse texto consegue sair direito. Vou assumir: joguei tudo no Word mesmo, sem ordem, sem regra, sem ajeitar nada. Dei minha cara à tapa.

O pior é não querer dividir isso com você. Se estou me achando bem louca, imagina o que você vai achar? E se essa loucura toda te afastar ainda mais? Alias, afastar? Eu nem tenho certeza se você está distante, mais uma vez, pode ser tudo obra daquela mente desocupada.

A única certeza que tenho é que não tenho certeza de nada quando o assunto é você.

– P.



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